1º Fórum sobre violência baseada no género na província da Zambézia

A Universidade Licungo e o Gabinete da Esposa do Governador da Província da Zambézia uniram sinergias junto às Organizações Não Governamentais para discutir sobre as experiencias, estudos e efeitos da violência baseada no género na província da Zambézia. O evento teve lugar nos dias 10 e 11 de Agosto, no Campus do Coalane, na Universidade Licungo.

Na sua intervenção, o Professor Doutor Enísio Cuamba, coordenador do evento, afirmou que a ausência de liberdade sexual, as uniões forcadas, a violência sexual e as uniões forcadas são formas de violência que têm sido constantemente silenciadas pelas comunidades e com o intuito de compreender melhor estas práticas, a Universidade Licungo se propôs a reunir as diferentes forças vivas da sociedade para sistematizar os diferentes pensamentos sobre esta temática. Cuamba acrescentou que os eixos que serão apresentados neste evento servirão para alimentar o ensino e a pesquisa, pois é papel da Universidade trazer soluções para os problemas que assolam as comunidades que nos circundam.

Margarida Matos, Esposa do Governador da Província da Zambézia, afirmou no seu discurso de abertura que a violência contra a mulher e a rapariga atinge formas que atentam contra a liberdade e autonomia da mulher e da rapariga. Reiterou a confiança que deposita na Universidade para sistematizar e dar continuidade com os estudos sobre esta matéria e consciencializar a sociedade sobre os males desta prática. “Dados recentes apontam a província da Zambézia como uma das mais críticas no que toca a violência baseada no género. Assim, é preciso envidar esforços para promover um maior acesso à justiça que ainda é distante das vítimas”, concluiu Margarida Matos.

Além das mesas redondas sobre a temática, o evento foi também marcado por uma palestra de abertura intitulada “Violência Doméstica em Tempos de Pandemia” discorrida por Joaquim Nhampoca, pesquisador na área de violência baseada no género e casamentos prematuros.

Tomaram parte no evento organizações da sociedade civil, instituições governamentais, docentes e estudantes universitários e confissões religiosas. Importa realçar que paralelamente ao Fórum, decorreu uma feira sobre a mesma temática.

GCCI