Estas e outras preocupações foram debatidas na passada quarta-feira (dia 27.11.2019), no Auditório da UniLicungo, por diversas figuras da província da Zambézia ligadas ao mundo desportivo. Este foi um encontro que tinha por objectivo, analisar a prestação das equipas da Zambézia no Campeonato de Futebol da 2ª Divisão, Zona Centro – 2019, desafios e perspectivas para ano 2020, no âmbito do Programa Noites Desportivas.

Para o efeito, o debate foi moderado pelo jornalista da RM, Abneiro Tcharnenko e contou com a presença dos principais responsáveis das equipas que desfilam nestas competições, nomeadamente: Melo Henriques, da equipa 03 de Fevereiro, Agostinho Conde, do Ferroviário de Quelimane, Mputu Mpia, do Clube 1º de Maio de Quelimane e Agnaldo Germano, da Associação Provincial de Futebol da Zambézia.

Neste debate, os painelistas foram unânimes no que concerne ao fenómeno em alusão e não esconderam à realidade que se vive no meio desportivo onde são dirigentes, e, todos com a excepção dos locomotivas, apontam como factores condicionantes ao desenvolvimento da competição, o alojamento, o meio de transporte e a alimentação.

Portanto, foi nesta senda que, o representante dos locomotivas recordou que não foi fácil a permanência dos 4 anos da equipa na prova máxima de futebol nacional devido as dificuldades supracitadas. Por outro lado, Agostinho Conde fez saber que o Ferroviário nunca sentiu o sabor amargo das diversas necessidades dentro do clube, visto que existe um orçamento organizado e garantido. Todavia, ambiciona a participação na 1ª Divisão porque as despesas de transporte e de alojamento ficam na gestão da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

Ainda no decorrer do debate, o mesmo painelista lamentou o comportamento dos árbitros que comprometem a verdade desportiva pautando pela corrupção, pois a mesma impede a evolução do desporto nacional.

O mesmo sentimento foi expresso pelo titular do desporto, Agnaldo Germano, que se mostra preocupado com FMF que ultimamente não patrocina as viagens da equipa de arbitragem, motivando desta forma, as vendas obscuras dos jogos antes da data da sua realização.

No entanto, várias foram as inquietações registadas pelos painelistas e os demais presentes no debate, pois o tema em discussão era de extrema importância e todos queriam participar com vista a criar directrizes para solucionar ou estancar esse mal. Assim, alguns treinadores apresentaram um grito de socorro justificando que é um “pecado” preparar um jogo e o árbitro definir o seu resultado. E, por essa razão, concluiu-se que a única forma de poder acabar definitivamente com estas irregularidades vividas no desporto é denunciar os envolvidos e, em seguida, apresentar o caso à justiça.

Acrescentou-se ainda que, há pouca ciência que explora a gestão desportiva, para tal, a UniLicungo convida a todos os clubes a seguirem exemplo do Sporting Clube de Quelimane que assinou o memorando de entendimento num passado recente.

Para fazer parte da conversa que deixou muitos com uma vontade notável de dar os seus pontos de vistas ligados ao tópico daquele debate, foi convidado o Reitor da Universidade Licungo, o Prof. Doutor Boaventura Aleixo, que primeiramente agradeceu a permanência de todos pela brilhante moderação e, afirmou que debates virados à política e o desporto movimentam muita massa e valores monetários, por isso, deixou fortes desafios, e em jeito de finalização salientou o seguinte: “para fortalecer o nosso desporto, o nosso trabalho é dar o melhor para a nossa expectativa”.

Finalmente, é de salientar que, estiveram presentes no evento, amantes do desporto, treinadores de futebol (Cesário Matos, Mr. Danny, Mr. Zulu, Mr. Lobo, Mr. Fumo, entre outros), docentes e estudantes, na sua maioria os de Educação Física e Desporto.

(Pilatos Gil)

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